Feminicídio em alta: como tirar Mato Grosso do topo de um ranking que envergonha o país
Especialista aponta falhas, mas também caminhos para reduzir os assassinatos de mulheres no estado. Educação, proteção e acolhimento são essenciais.
Fonte: Guia Betel News | Data: 2025-07-30 08:33:43 | Categoria: Cidades
Mato Grosso é, pelo segundo ano seguido, o estado com maior número proporcional de feminicídios no Brasil. O dado, que vem do Anuário da Violência 2025, é um alerta grave: algo está falhando — e precisa mudar com urgência.
A advogada Amanda Colet, especialista no tema, explica que os sinais quase sempre aparecem antes da tragédia. Controle excessivo, ameaças, violência verbal e econômica são estágios que podem e devem ser combatidos desde o início.
Ela também aponta que a maioria das mulheres que denunciam os agressores volta a correr risco por falta de apoio social, psicológico e financeiro. Muitas não têm onde morar, com quem contar ou como sustentar os filhos.
> “É preciso unir forças entre governo, justiça e sociedade para oferecer acolhimento completo à vítima. Só assim ela não volta ao ciclo da violência”, afirma.
Para virar esse cenário, Amanda defende:
Criação de centros de acolhimento para mulheres vítimas;
Expansão de delegacias especializadas da mulher;
Campanhas educativas desde as escolas;
E programas de reeducação e acompanhamento para agressores.
E quando a proteção não é suficiente?
Muitas mulheres enfrentam outro obstáculo: a falta de apoio após a denúncia. Sem emprego, apoio psicológico ou segurança real, algumas acabam retornando para o ambiente violento.
> “Não basta a medida protetiva. É preciso um programa que ampare essa mulher: com assistência social, acolhimento psicológico e suporte financeiro temporário. Sem isso, ela fica vulnerável”, alerta a doutora Amanda.
O feminicídio é o último estágio da violência. Antes disso, há alertas, sinais e oportunidades de salvar vidas. Mato Grosso não pode mais ser lembrado como líder nesse tipo de crime. É hora de transformar indignação em ação, denúncia em proteção e dor em justiça.
Se você é vítima ou conhece alguém em situação de risco, denuncie. Ligue 180,.190, 197 ou procure a delegacia mais próxima. A vida pode recomeçar — mas precisa ser preservada.