Crimes que chocaram Mato Grosso tiveram condenações em 2025; veja os principais
Tribunal do Júri resultou em condenações que encerraram processos marcados por violência e grande repercussão
Fonte: Mídia Jur | Data: 2025-12-26 04:33:26 | Categoria: Policial
Casos criminais que provocaram forte comoção social em Mato Grosso, alguns ocorridos há anos, tiveram desfechos judiciais em 2025. Julgamentos realizados pelo Tribunal do Júri resultaram em condenações que encerraram processos marcados por violência, repercussão pública e longas investigações. Veja a seguir uma retrospectiva dos principais casos.
Em Sorriso (a 400 km de Cuiabá), o Tribunal do Júri condenou Gilberto Rodrigues dos Anjos a 225 anos de prisão pelos crimes de estupro, estupro de vulnerável e feminicídio contra Cleci Calvi Cardoso e suas três filhas, assassinadas em novembro de 2023. Conhecido como a Chacina de Sorriso, o caso teve julgamento que durou cerca de 10 horas e resultou em uma das maiores penas já aplicadas no estado. Um dos crimes que mais chocou o Estado e todo o país.
Em Cuiabá, o ex-policial militar Almir Monteiro dos Reis foi condenado a 37 anos de prisão pelo feminicídio da advogada Cristiane Castrillon da Fonseca Tirloni, morta em agosto de 2023 dentro da casa do réu. A sentença reconheceu também os crimes de estupro de vulnerável e fraude processual. Ele permanece preso e não poderá recorrer em liberdade.
Outro caso de grande repercussão ocorreu em Rondonópolis (220 km de Cuiabá), onde o policial militar Edvan de Souza Santos foi condenado a 25 anos e 7 meses de prisão pelo assassinato de Terezinha Silva de Souza, então presidente da Sanear. O crime aconteceu em janeiro de 2021, quando a vítima foi baleada dentro de uma caminhonete, no centro da cidade. Além da pena, houve a perda do cargo na Polícia Militar.
Ainda em Rondonópolis, o Tribunal do Júri condenou Maruan Fernandes Haidar Ahmed a 21 anos e 6 meses de prisão pelo homicídio do empresário Fábio Batista da Silva, ocorrido em 2018 após uma discussão por causa de farol alto. Considerado líder de facção criminosa, o réu participou do julgamento por videoconferência, a partir de um presídio federal.
Em Lucas do Rio Verde (354 km de Cuiabá), três pessoas foram condenadas pela morte da empresária Indiana Geraldo Tardett, assassinada em 2021. O marido da vítima, Cláudio Valadares dos Santos, apontado como mandante, recebeu pena de 24 anos de prisão. Os executores, Márcio Andrade dos Santos e Jucilene Batista Rodrigues, foram condenados a 18 anos e 8 meses e 21 anos, respectivamente. O crime envolveu a simulação de um ritual religioso para ocultar o homicídio.
Já em Cuiabá, Juniel de Pinho Silva foi condenado a 36 anos e 10 meses de prisão pelo feminicídio de Josiane Ferreira da Silva, morta em outubro de 2024 após ser perseguida e atacada com golpes de faca. O julgamento ocorreu com base na nova legislação que tornou o feminicídio crime autônomo, reconhecendo agravantes como violência doméstica e meio cruel, com pena que pode chegar a 40 anos de prisão.
As condenações encerram capítulos de crimes que marcaram a memória coletiva do Estado e reforçam a atuação do Tribunal do Júri em casos de grande repercussão social. Outros ainda aguardam julgamento e você pode acompanhá-los em 2026, no Mídia Jur!