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Indea convoca reunião de emergência após casos de raiva em Castanheira

Doença é fatal e representa risco à saúde animal e humana

Fonte: IVAN PEREIRA - Repórter em Ação | Data: 2026-01-24 05:41:02 | Categoria: Cidades

O Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea), unidade local, emitiu um alerta sanitário e está convocando todos os produtores rurais de Castanheira e região para uma reunião emergencial, após a confirmação de pelo menos dois casos de raiva em uma propriedade rural do município.

A reunião será realizada na segunda-feira, dia 26 de janeiro, às 17h30, na Câmara de Vereadores de Castanheira.

De acordo com o Indea, a raiva é uma zoonose extremamente grave, com 100% de letalidade, e pode ser transmitida dos animais para o ser humano.

“A raiva é uma zoonose fatal e o esclarecimento da população é a principal arma de prevenção”, destacou o órgão em comunicado oficial.

Assim que os casos foram confirmados, o Indea iniciou imediatamente as ações de controle, incluindo vacinação dos animais, monitoramento da área e orientação aos produtores.

ENTENDA MAIS

A raiva é uma doença viral que atinge o sistema nervoso central, com evolução rápida e sempre fatal após o aparecimento dos sintomas. A principal forma de transmissão, no meio rural, é por meio da mordedura de morcegos hematófagos, especialmente da espécie Desmodus rotundus.

No Brasil, a raiva em herbívoros, como bovinos, é uma doença endêmica e já registrou mais de 50 mil casos entre 1999 e 2022. Somente em 2021, foram 661 casos no país, sendo a grande maioria em ruminantes.

COMO OCORRE A TRANSMISSÃO?

O vírus é transmitido principalmente pela mordida de animais infectados, através da saliva. Os principais ciclos de transmissão são:

Ciclo aéreo: morcegos infectam outros morcegos, animais de produção e humanos;

Ciclo rural: transmissão entre animais de produção, após ataque de morcegos;

Ciclo urbano: cães como principais reservatórios;

Ciclo silvestre: mantido por animais silvestres como raposas e primatas.

SINAIS CLÍNICOS DA RAIVA EM BOVINOS

Sinais iniciais:

Isolamento do animal

Apatia e perda de apetite

Coceira no local da mordida

Mugido constante

Hiperexcitabilidade

Salivação excessiva

Dificuldade para engolir

Com a evolução da doença:

Tremores musculares

Falta de coordenação

Andar cambaleante

Ranger de dentes

Paralisia

Queda e incapacidade de se levantar

Dificuldade respiratória

Morte em poucos dias

Após o início dos sintomas, a morte pode ocorrer entre 5 e 10 dias.

ALERTA PARA PRODUTORES E POPULAÇÃO

O Indea reforça que qualquer suspeita da doença deve ser comunicada imediatamente ao Serviço Veterinário Oficial, conforme determina a legislação sanitária.

A notificação rápida é essencial para:

Proteger o rebanho
Evitar a disseminação da doença
Reduzir prejuízos econômicos
Proteger a saúde humana
Cumprir exigências legais

PREVENÇÃO É FUNDAMENTAL

As principais medidas de prevenção incluem:

Vacinação dos bovinos:

Primeira dose: a partir dos 3 meses

Reforço após 30 dias

Revacinação anual

Controle de morcegos hematófagos

Comunicação de abrigos de morcegos nas propriedades

Notificação imediata de mordidas e casos suspeitos

REUNIÃO É OBRIGATÓRIA PARA ORIENTAÇÃO

O Indea reforça que a presença dos produtores na reunião é fundamental para esclarecer dúvidas, orientar sobre vacinação, manejo, controle de morcegos e medidas de biossegurança.

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