Carta aberta cobra convocação de aprovados e alerta para déficit na PM
Documento aponta colapso na segurança e cobra Governo do Estado
Fonte: Gislaine Morais - VGN | Data: 2026-01-25 05:44:03 | Categoria: Cidades
A falta de efetivo na Polícia Militar de Mato Grosso voltou a ser alvo de críticas após a divulgação de uma carta aberta que alerta para um possível colapso na segurança pública e cobra do Governo do Estado de Mato Grosso a convocação de 1.100 aprovados remanescentes do concurso de 2022. O documento foi endereçado ao governador Mauro Mendes (União), ao secretário de Estado de Segurança Pública, Coronel Roveri e aos deputados da Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
Segundo o texto, Mato Grosso enfrenta um cenário considerado paradoxal: apesar do crescimento econômico e da força do agronegócio, o Estado convive com um déficit superior a 6.200 policiais militares, o que compromete o policiamento ostensivo e a capacidade de resposta ao crime organizado.
De acordo com os dados apresentados, atualmente cerca de 7.100 policiais ativos são responsáveis por cobrir um território de aproximadamente 903 mil quilômetros quadrados. A avaliação é de que a defasagem de efetivo enfraquece a presença policial nas ruas, especialmente em cidades do interior e regiões de fronteira.
A carta destaca ainda que existem cerca de 1.100 candidatos já aprovados em todas as etapas do concurso público realizado em 2022, aguardando apenas convocação para o curso de formação. Para os autores do documento, manter esse grupo no cadastro de reserva enquanto a criminalidade avança representa violação ao princípio da eficiência da administração pública.
Outro ponto de alerta é o prazo de validade do concurso, que se encerra em (02.12.2026). Caso não haja convocação até essa data, o Estado perderá o investimento já realizado no certame e precisará iniciar um novo processo seletivo, considerado mais demorado e oneroso para os cofres públicos.
Diante do cenário, o documento apresenta reivindicações como a divulgação de um cronograma imediato de chamamento, a priorização da segurança pública no orçamento estadual e a recomposição urgente do quadro de soldados, com reforço do patrulhamento em áreas urbanas e regiões estratégicas.
“A segurança não é um gasto, é investimento na vida de quem produz e vive em Mato Grosso”, conclui a carta aberta.