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Assembleia ainda não cumpriu seu papel, dispara Janaina ao cobrar CPI

Candidata ao Senado afirma que deputados deveriam ter investigado o caso antes da Operação Heritage e rebate versão de “denúncia eleitoreira”

Fonte: Dheniffer Daniele - O Bom da Notícia | Data: 2026-08-21 21:21:48 | Categoria: Política

A presidente do diretório estadual do MDB, deputada estadual e candidata ao Senado, Janaina Riva, disparou criticas a atuação da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) em relação ao processo para instalar a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da “Oi”. Segundo ela, os deputados deveriam ter avançado na investigação sobre o acordo firmado entre o Governo de Mato Grosso e a empresa de telefonia Oi antes da atuação da Polícia Federal, que deflagrou a Operação Heritage para apurar um suposto esquema envolvendo o desvio de mais de R$ 308 milhões.

"Assembleia ainda não cumpriu com o seu papel", afirmou

Os alvos da investigação foram o ex-governador e candidato ao Senado Mauro Mendes (União Brasil); a ex-primeira-dama e candidata a deputada federal Virginia Mendes; o deputado federal Fábio Garcia (União Brasil); o desembargador Ricardo Almeida; o conselheiro Ulisses Rabaneda, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ); e o então secretário-chefe da Casa Civil de Mato Grosso, Mauro Carvalho.

Segundo informações de bastidores, voltou a circular nos últimos dias na ALMT um requerimento para a abertura da “CPI da Oi”, que tem como objetivo investigar o acordo entre a empresa Oi S.A. e o Governo de Mato Grosso envolvendo a devolução de valores relacionados à cobrança do Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços (ICMS). Vale lembrar que a candidata Janaina Riva foi uma das primeiras parlamentares a trazer o caso para discussão e apresentou a denúncia em maio de 2025 e protocolou representações na Polícia Federal, no Ministério Público Federal, no Ministério Público Estadual e no Tribunal de Contas do Estado.

Durante entrevista à TV Vila Real, nessa última quarta-feira (19), Janaina afirmou que a Assembleia Legislativa teve a oportunidade de investigar o caso antes da Operação Heritage ser realizada, mas não conseguiu reunir o número necessário de assinaturas para instalar a CPI. Segundo a candidata, o requerimento apresentado no ano passado possui atualmente sete assinaturas, número que, de acordo com ela, não foi suficiente para garantir a abertura da comissão.

Na avaliação de Riva, a Assembleia deveria ter aprofundado a apuração por se tratar de recursos públicos "A Assembleia deveria ter feito a investigação".

“Nós tentamos apresentar a CPI ainda no ano passado. Infelizmente, não conseguimos as assinaturas necessárias. Até hoje, o requerimento conta com sete assinaturas. E, durante esse tempo, a operação da Polícia Federal acabou chegando ao estado de Mato Grosso sem que a Assembleia cumprisse com o seu papel. A Assembleia deveria ter feito a investigação. Nós ouvimos os procuradores, a TV Vila Real acompanhou, inclusive, mas a Assembleia não foi a fundo no assunto e deveria ter ido, pois se trata de recurso público. São R$ 308 milhões que saíram do Estado e foram parar em contas privadas ligadas diretamente ao governador à época e a alguns secretários de governo. Portanto, na minha opinião, a Assembleia ainda não cumpriu com o seu papel, deveria cumprir, e os deputados deveriam assinar a CPI”, disparou a candidata.

A deputada também rebateu as críticas de que a denúncia apresentada por ela teria sido uma "denúncia eleitoreira" ou de "espetacularização" e que a Operação Heritage estaria sendo utilizada com essa finalidade. A candidata lembrou que levou o caso à Assembleia em maio de 2025, quando ainda não havia eleição em andamento, e afirmou que a demora da Justiça fez com que os desdobramentos da denúncia ocorressem apenas agora, já no período eleitoral e disparou "só existe a operação porque a denúncia tem fundamento".

“No ano passado, nós fizemos essa denúncia no mês de maio. Infelizmente, a Justiça é muito morosa, porque já era para ter acontecido tudo o que aconteceu agora, durante o início do período eleitoral, ainda no ano passado, em maio. Portanto, não há o que se falar em denúncia eleitoreira, porque ano passado não tinha eleição quando eu fiz a denúncia em plenário. Infelizmente, a Justiça demorou demais e agora usa-se essa desculpa de uma operação eleitoreira. Mas só existe a operação porque a denúncia tem fundamento. É uma denúncia gravíssima de desvio de mais de R$ 308 milhões do Estado de Mato Grosso”, concluiu.

Atualmente, os últimos desdobramentos referentes à operação são de que o deputado federal, Fábio Garcia (UB) anunciou a desistência da candidatura a vice-governador na chapa encabeçada pelo governador, Otaviano Pivetta (Republicanos), durante coletiva de imprensa no dia 11, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Além de Garcia, o agora ex-secretário-chefe da Casa Civil de Mato Grosso, Mauro Carvalho, também renunciou ao cargo no mesmo dia em uma carta publicada nas redes sociais, ambos foram alvos da Operação Heritage. Carvalho afirmou que deixa o governo para se dedicar à família, as empresas e à defesa no âmbito da investigação, que classificou como uma acusação injusta.

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