Escola Comendador José Pedro Dias pode se tornar Cívico Militar
Plebiscito será realizado para definir mudança no modelo de ensino
Fonte: Guia Betel News | Data: 2025-02-13 11:34:11 | Categoria: Cidades
Pais e alunos da Escola Estadual Comendador José Pedro Dias, em Juara, foram informados sobre a possibilidade de transformação da unidade em uma escola cívico militar. O comunicado foi feito durante uma reunião com a direção para apresentar os profissionais que atuarão neste ano letivo e discutir o regimento interno da escola.
A diretora Cleitiane Vedoveto explicou que a proposta faz parte de um decreto 709/204 da Lei nº 12.388, de 08 de janeiro de 2024, do governador Mauro Mendes, que prevê a ampliação do modelo cívico militar no estado de Mato Grosso, passando de 30 para 100 unidades. Segundo a gestora, a escola Comendador foi selecionada para possível adesão ao novo modelo.
Diferenças entre o modelo atual e o cívico militar
A principal diferença entre uma escola militar e uma cívico militar é a gestão administrativa. Enquanto nas escolas militares a direção é sempre ocupada por um militar, nas cívico militares o diretor pode ser um profissional da educação, os professores cuidam da parte pedagógica, enquanto os militares de reserva atuam na organização e disciplina do dia a dia.
A direção da escola ressaltou que a decisão final dependerá da comunidade escolar, que será consultada por meio de um plebiscito. O edital para a votação será publicado pela Secretaria de Educação do Estado de Mato Grosso (Seduc-MT) e, após 15 dias, os pais e responsáveis poderão votar para aprovar ou rejeitar a mudança.
Opiniões divididas
A proposta gerou debates entre os pais. Aqueles favoráveis ao modelo apontam que ele promove maior disciplina e organização na rotina escolar. Já os contrários defendem que o governo deveria investir na melhoria do modelo de ensino atual, priorizando infraestrutura, materiais didáticos e valorização dos professores.
Há também preocupação quanto à postura do governador Mauro Mendes diante do resultado do plebiscito. Alguns membros da comunidade escolar temem que, caso a votação não aprove a mudança, o governo possa intervir para impor a transformação da escola em cívico militar, independentemente da decisão da maioria, o que não seria nenhuma novidade vinda por parte do chefe do executivo.
A comunidade escolar segue aguardando a publicação do edital para que a votação ocorra e determine se a unidade adotará ou não a mudança.